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Sobre os poluentes
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Para o cálculo de emissão de poluentes fizemos uma série de cálculos baseados no relatório "1ºINVENTÁRIO NACIONAL DE EMISSÕES ATMOSFÉRICAS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES RODOVIÁRIOS" feito pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. O primeiro passo foi estimar a frota de veículos utilizada pelos nossos usuários. Como não solicitamos esses dados do carro do usuário, utilizamos os dados obtidos no inventário, mais precisamente o Gráfico 5, e desconsideramos os carros com fabricação anterior à 2001, para obter uma aproximação que melhor se enquadre nos padrões dos nossos usuários. Assim consideramos que a frota é composta por 55% dos veículos fabricados a partir de 2006 e 45% de veículos fabricados entre 2001 e 2005. Para obter as proporções do combustível utilizado utilizamos o Gráfico 6 do inventário, em conjunto com a Tabela 25 (onde aproximamos a proporção de utilização de álcool ou gasolina em vaículos flex em 50%) onde consideramos a seguinte proporção: 57% gasolina, 6% álcool, 18,5% flex com gasolina e 18,5% de flex com álcool Para o cálculo de eficiência no uso do combustível (utilizado no cálculo de emissão de CO2) utilizamos a Tabela 16 para obter os valores de emissão de CO2 por km rodado. Por fim fizemos as médias das emissões dos poluentes nos dois intervalos considerados (2001-2005 e 2006-2009), consultando a Tabela 5 e as utilizamos, ponderando com a proporção descrita no segundo parágrafo. Para o cálculo da emissão de CO2 utilizamos a Tabela 6 em conjunto com a Tabela 16 para obter o valor de emissão por km para cada faixa de ano e cada tipo de combustível O resultado, que é considerado nos nossos cálculos de emissão de poluentes, é um carro que emite os montantes médios calculados, sendo (em g/km):
O cálculo de quanto se deixou de emitir de poluentes é feita da seguinte forma: para cada carona é computada a distância percorrida (caso o usuário não escolha o ponto exato no mapa o centro da cidade escolhida será tomada como base) e a partir dessa distância, junto com as emissões médias acima, é calculado quanto de poluentes a viagem emitiu. A cada passageiro que confirma que foi na carona, utilizando a ferramenta "Também vou", esse montante emitido pela viagem é contabilizado como "economizado", levando em consideração que se não houvesse a carona o usuário também faria a viagem com outro carro. O monóxido de carbono (CO) é um gás inodoro, incolor, insípido produzido por queima incompleta de combustíveis que contém átomos de carbono. Essencialmente, trata-se de uma substância que prejudica a oxigenação dos tecidos e, por isso, é classificada como um asfixiante sistêmico. A hemoglobina, substância que está dentro dos glóbulos vermelhos do sangue, carrega o oxigênio (O2) dos pulmões aos diversos setores do organismo. No entanto, a hemoglobina tem também afinidade pelo monóxido de carbono (CO), ligando-se a ele quando disponível nos pulmões e, conseqüentemente, diminuindo a oxigenação do organismo. Os Óxidos de Nitrogênio são formados, principalmente, nas câmaras de combustão de motores de veículos onde, além do combustível, há ar que contém grandes quantidades de nitrogênio e oxigênio que, devido à altíssima temperatura existente, combinam formando os NOx. O dióxido de nitrogênio (NO2) é um deles. Apresenta-se como um gás invisível, de odor característico e muito irritante, provocando ardência nos olhos, no nariz e nas mucosas em geral. A inalação do gás, de forma crônica (tempo prolongado) e em doses nocivas, provocam doenças respiratórias desde inflamações (traqueites e bronquites crônicas) até enfisema pulmonar e broncopneumonias químicas ou infecciosas. Uma vez lançado na atmosfera, o NO2 ainda tem a propriedade de se transformar em outro composto secundário. Por ação da luz de oxidações químicas formam ozônio. Os Hidrocarbonetos (HCs) constituem uma grande família de substâncias orgânicas compostas de hidrogênio e carbono. Os combustíveis fósseis, a gasolina e o óleo diesel, têm centenas de HCs. Entre eles estão os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), que possuem núcleo benzênico (benzeno) com propriedade carcinogênica, capacidade de induzir a formação de câncer. A fração particulada constitui uma grande parte da massa da exaustão que caminhões e ônibus a diesel lançam ao ar. Cerca de 80% desse Material Particulado (MP) é fuligem, a fumaça negra que se vê saindo pelos canos de escapamento. Essa fuligem é composta de partículas muito pequenas com diâmetro medido em micrometros, ou seja, a milésima parte de 1 milímetro. As partículas com dimensões menores que 10 micrometros (MP10) são chamadas inaláveis, pois possuem a capacidade de serem depositadas nas superfícies de trocas gasosas do pulmão – os alvéolos. O material particulado é o poluente atmosférico mais consistentemente associado a efeitos adversos à saúde humana. Tem por composição básica um núcleo de carbono elementar onde estão agregados gases, compostos orgânicos, sulfatos, nitratos e metais. Assim, ao seu núcleo de carbono estão adsorvidos inúmeros poluentes presentes no ar, cuja ação irritante, tóxica ou cancerígena é facilitada pelo transporte destes compostos para a intimidade do organismo pela inalação do material particulado. As partículas inaláveis se mantém por longo tempo junto às células do tecido pulmonar, permitindo que pequenas quantidades de tóxicos causem danos graças à sua prolongada permanência. O CO2 é um dos gases do efeito estufa que menos contribui para o aquecimento global, já que representa apenas 0,03% da atmosfera. O excesso de dióxido de carbono que atualmente é lançado para a atmosfera resulta da queima de combustíveis fósseis principalmente pelo setor industrial e de transporte. |
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